2008-07-09



Hitler escreve seu livro em 1923, Mein Kampf (Minha Luta), deixando claro objetivos como unificar todos os alemães, incluindo os que habitavam outros países europeus, e em obter a hegemonia sobre o continente. Quinze anos mais tarde, esse objetivo seria alcançado com a anexação da Áustria e de extensa áreas da Thecoslováquia e da Polônia. Ele também defendia a conquista do Lebbensraum, um “espaço vital” a ser obtido numa luta de vida ou morte contra a União Soviética.

Poucos personagens deixam tão clara a influência do indivíduo na História, como Adolf Hitler (1889-1945).
Mein Kampf defendia com todas as letras a eliminação dos judeus. Quando a guerra terminou, seis milhões de judeus da Europa. Observaremos neste trecho do livro, sobre os negros, uma das raças que os nazistas consideravam inferiores:

“ (...) é uma criminosa idiotice adestrar, durante muito tempo, um meio macaco”.[1]

Historiadores acreditavam até o fim da década de 1950, ser Hitler o responsável pela Segunda Guerra, desejando a Alemanha a nação mais poderosa, inferiorizando ás outras.
Os estadistas não souberam conte-lo, nem no momento nem na hora certa, chegando inevitavelmente a guerra.
A corrente Liberal, Hitler representava o totalitarismo, desumano poder capilar e total.
A corrente Marxista, Hitler representava a face agressiva, e impiedosa do imperialismo capitalista.
A.J.P. Taylor, historiador, explica em 1961, em The origins of the Second World War, seu livro que causa espanto, que os estadistas têm um valor menor do que aquele que aparentam Ter, defendem os interesses nacionais de seus Estados. Afirma que a Segunda Guerra Mundial, consistiu em mais uma tentativa da Alemanha assegurar o controle sobre o Centro Leste da Europa.

“Dessa perspectiva, à parte a suástica, as camisas pardas e outros emblemas do regime nazista, Hitler deu continuidade a uma estratégia política que já se havia definido com Bismarck e Guilherme II, no século anterior”

A política de Stalin pouco diferia da dos Romanov, e a de Camberlain também seguia a tradição de Gladstone.
A guerra foi o resultado perverso de uma conjunção de fatores. A crise de 1929 tem um papel central neste resultado. No mês de Outubro a Bolsa de Nova York se quebra, gerando conflito e depressão, destruição de colossais quantidades de alimentos e bens manufaturados sem compradores, multidões carentes e famintas, não havia emprego nem dinheiro, superprodução convivia com o subconsumo. Relaciona-se numericamente que cerca de 30 milhões de pessoas procuravam qualquer tipo de trabalho para sobreviverem. A crise gera destruição e ressentimentos.
A crise faz sentir as áreas abrangidas pelo sistema capitalista.

“UM BREVE PASSEIO NA LINHA DO TEMPO,
FATOS LIGADOS A II GUERRA MUNDIAL”:

“Neville Chamberlain foi o primeiro ministro britânico de 1937 a 1940. Sua estratégia de dialogar com Hitler e manter a neutralidade da Grã Bretanha quanto à anexação da Áustria e dominação da Polônia levou à sua exoneração do cargo em Maio de 1940, quando seria substituído por Winston Churchill.

Herói da I Guerra Mundial, o austríaco Adolf Hitler, nascido a 20 de abril de 1889, se tornou chanceler da Alemanha em janeiro de 1933 e imediatamente assumiu poderes ditatoriais. Declarou ilegais todos os partidos políticos, com exceção do Partido Nazista. Em 1937, revela em uma conferência seus planos imperialistas e assume o comando das forças armadas.

Edouard Daladier fora eleito primeiro ministro da França em abril de 1938, aos 54 anos. Assinou junto com Chamberlain, o pacto de Munique de paz com os alemães. Seria destituído do cargo em março de 1940. Após a ocupação da França, tentou fugir para o Marrocos, onde planejava juntar-se com o governo paralelo.
Daladier foi preso e entregue aos alemães pelo governo de Vichy em 1942. Só seria libertado em Maio de 1945, de um campo de concentração, por soldados americanos.



Benito Mussolini cria o Partido Fascista em 1921. No ano seguinte, o rei da Itália, Vittorio Emanuelle III, o conduz ao governo. Mussolini anuncia seu projeto de expansão territorial. Até 1940, fica neutro na guerra entre Alemanha, França e Inglaterra.

A Primeira Blitzkrieg (Guerra Relâmpago) marca a invasão da Polônia. Hitler ataca de surpresa, usando bombas de alto poder de destruição nas cidades e no front, seguidas por ataques velozes de divisões, que nada lembravam as guerras de trincheiras e ascargas de cavalaria do passado. O assalto final a Varsóvia, capital da Polônia, surpreende o mundo com o bombardeio de 1200 aviões alemães sobre os civis.

No dia seguinte 1° de Setembro, numa Sexta Feira, a Alemanha invadiria a Polônia, praticamente sem encontrar resistência. Quatro divisões alemãs atacariam o país pelo norte, centro e sul da fronteira. Em 3 de Setembro, Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha marcando o começo da II Guerra Mundial. Dez meses antes, a Alemanha já tinha invadido os Sudetos da Tchecolosváquia, uma região do país, na Boêmia, habitada por alemães. Em Março, toda a Tchecolosváquia e a Áustria estavam anexadas à Alemanha. Os aliados, seus futuros inimigos não se manifestaram diante de tais desafios à soberania dessas nações.

A Itália havia invadido, três meses antes, a pequena Albânia. A Etiópia, onde havia uma forte resistência guerrilheira, estava ocupada pelos italianos há três anos. No ano seguinte, o expansionismo italiano se meteria em uma nova aventura, invadindo o Egito, a Somália e a Grécia. Despreparado, o exército italiano pedia socorro aos alemães.

Joseph Stálin foi indicado por Lenin para ser secretário geral do Partido Comunista em 1922. Após a morte de Lenin, em 1924, torna-se líder máximo da União Soviética. Preocupado com a invasão pela Alemanha, propôs a Chamberlain um pacto de união, que foi negado. A união Soviética entraria para a guerra em 1941 e sofreria as mais pesadas baixas entre os aliados. Mas suas tropas foram as primeiras a tomar Berlim, capital alemã.
Imperador do Japão desde de 1926, Hiroito relutou em apoiar a invasão pelo seu exército da Manchúria, na China, mas estava de acordo com o ataque a Pearl Habor. Após os revezes que o Japão sofreria em 1944, pediria o fim da guerra ao seu gabinete, sem sucesso. Na capitulação final, Hiroito chocou os japoneses ao afirmar que não era um Deus e que a família real só deveria existir se o povo assim o desejasse.

Bombardeios pesados em Londres de Setembro de 1940 a Maio de 1941. No final da guerra, 60 mil civis haviam morrido vitimas das bombas. Churchill Primeiro Ministro inglês no período mais dramático da guerra.

Em Novembro de 1942, a Alemanha afundou 141 navios aliados no Atlântico, marcando um recorde da guerra no mar que jamais seria superado. No ano seguinte, os EUA mandariam modernos submarinos para o Atlântico, acabando com a supremacia nazista.

Erwin Rommel inteligente estrategista admirado por Hitler, comandou a invasão da França. Certo da derrota do Eixo, em 1944, tentou tramar com Hitler. Descoberto, foi obrigado a se suicidar. Na batalha de Al Alamayn, travada no Egito, foi a primeira vitória dos aliados na região.

O extermínio sistemático dos judeus, iniciando 11 meses antes por ordem de Hitler, líquida cerca de 20 mil pessoas por dia nos campos de concentração. Auschwitz, fundado em Janeiro de 1940, na cidade de Oswiecim, na Polônia, havia sido ampliado um ano antes. Até o final da guerra, 3 milhões de pessoas serão mortas em Auschwitz.



Em Janeiro de 1943, finalmente acabaria a Batalha de Stalingrado.

Franklin D. Roosevelt idealizou o New Deal, que os Estados Unidos da recessão de 1929. Colocou os americanos na guerra, após o ataque japonês a Pearl Habor. Roosevelt morreria em 7 de maio de 1945, aos 71 anos, três semanas antes da rendição da Alemanha.

Em Novembro de 1942, os japoneses dominavam a Indochina, parte da China, além da Tailândia, Malásia, Hong Kong, Nova Guiné, Sumatra, Java, Timor e Bornéu. O ataque aéreo a Pearl Harbor, um ano antes, mascara à entrada dos Estados Unidos na guerra. Na ocasião, os japoneses afundam parte da frota americana. Em Maio de 1942, acontecia a Batalha do Mar de Corel, próximo à Austrália, entre japoneses e americanos. Pela primeira vez os japoneses perdiam no pacífico.

Lider do Partido Trabalhista inglês desde de 1935, Clement Attee participou do governo de coalizão de Churchill. Com um amplo projeto de reformas sociais e nacionalização de empresas de serviços públicos, vence as eleições de 1945, realizadas em julho, com 48°/° dos votos.

O Dia D, invasão da Normandia pelos aliados acontecera em 6 de junho de 1944. Os alemães vão sendo expulsos da França, não sem resistir furiosamente. Paris é finalmente libertada a 25 de Agosto de 1944.

Charles de Gaulle exilado na Inglaterra, onde é reconhecido como líder da França Livre entra em Paris com os americanos e assume o governo francês em 13 de Novembro de 1945.

Monte Cassino, na Itália, é uma das mais violentas batalhas da guerra. Os aliados lutam contra os alemães aos pés do convento de Monte Cassino, libertam Roma e expulsam os alemães do país.

Em Janeiro de 1944, a cidade de Leningrado na Rússia, é libertada após um cerco de 900 dias.

Russos haviam tomado Berlim oito dias antes em 21 de Abril de 1945, chegando a poucos metros do bunker de Hitler. Nessa data, os americanos estavam em Nuremberg. Forças russas e americanas se encontrariam no dia 25 de Abril, em Torgau.

Vice presidente dos Estados Unidos em 1944, o democrata Harry S. Truman tornou se presidente dos Estados Unidos em 1945, quando Roosevelt mourreu. Truman foi o idealizador do Plano Marshal, de ajuda econômica à Europa, destruída pós guerra.

Americanos lançam bombas atômicas em Hiroshima e em Nagasaki. Em 2 de setembro, o Japão assina sua rendição incondicional.
Termina a guerra.


MÁQUINA DE MATAR SS E GESTAPO.

“Quem era preso por elas não tinha direito a julgamento, matavam judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová entre outros, e enriqueciam explorando os campos de concentração”
6

O nome ao ser escutado causava pânico e horror Geheine Staatspolizei ( Polícia Secreta do Estado, a Gestapo) e Shutzstaffel ( Esquadrão de Proteção, a SS ), usavam o extermínio e a brutalidade nas últimas conseqüências, mesmo antes da guerra Judeus, ciganos, homossexuais, doentes mentais, opositores do regime, intelectuais e líderes sindicais sofriam com tal perseguição.
Nada podia ser feito, não se podia apelar aos tribunais. Esta polícia fora criada em 1933, para suprir toda e qualquer oposição ao regime do recém empossado Führer (líder em alemão).

“ Os nazistas construíram e lucraram em cima de um enorme império de campos de concentração, que tina pelo menos 700 mil internos no começo de 1945. Eles criaram uma gigantesca força militar, a Waffen SS, que se envolveu em duras batalhas e que contabilizava, no final da guerra, pelo menos 800 mil homens. Eles levaram a cabo uma maciça e brutal remoção de centenas de milhares de pessoas de suas casas no Leste Europeu. Em termos gerais, a SS e a Gestapo obtiveram êxito em fazer um extermínio em massa em uma escala sem procedentes até hoje”.7

Crianças eram separadas de seus pais, levadas à experiências e mortas fatalmente por doenças sérias como o tifo, nem as crianças escaparam dos atentados nazistas. Estas imagens do blog, ainda são dos guetos judeus.
Separados em guetos eram depostos à campos de concentração, além destes campos havia também os caminhões de gás, onde nazistas colocavam a população alemã ou local contra as comunidades judaicas e ciganas, com ajuda da população soldados da SS embarcavam prisioneiros nestes caminhões que comportava cada um cerca de 40 pessoas, outra forma do extermínio era que todos homens e mulheres tirassem as roupas deitassem em valas e os matava com tiros na nuca, e obrigavam os outros a deitarem se em cima dos corpos dos que já não mais tinham vida ou estavam ainda moribundos, e assim até enterrar todos juntos muitos ainda agonizando, assim fora os extermínios entre outros para “limpar o mundo''





BIBLIOGRAFIA

Almanaque Abril Coleção. II Guerra Mundial, 60 Anos, vol. I e II, ed. Abril: São Paulo 2005.

Brener, Jayme. Retrospectiva do Século XX, ed. Ática: São Paulo, 1999.

Edição Extra: Aventuras na História II Grande Guerra Mundial, ed. Abril. São Paulo, 2004.

Enciclopédia Abril. História do Século XX, ed. Abril: São Paulo 1974.

Marrus, Michael. A Assustadora História do Holocausto, ed. Prestígio: Rio de Janeiro 2003.

Cornwell, John. O Papa de Hitler, ed. Imago: Rio de Janeiro 2000.


[1] Cit. Hitler Adolf, Mein Kampf, 1923.
6 Cit. Edição Extra Aventuras na História, II Guerra Mundial. Ed. Abril, Junho 2004 pág. 14.
7 Cit. Bessel Richard, Nazism and War, Nazismo e Guerra, inédito no Brasil

Um comentário:

Elen Glauciene disse...

Gostaria de entrar em contato com vc para um projeto de mestrado sobre a cultura cigana. Estou precisando trocar algumas idéias com alguém que também se interesse pelo tema. Caso possa, mande-me um email para glaucia.elem@hotmail.com para que possamos nos corresponder.